Guia de Drones · BM Outdoor Films
Material de Estudo

Prova Teóricada ANAC

Tudo o que cai na avaliação de piloto de drone — baseado no texto oficial do RBAC 100 e da ICA 100-40, explicado do jeito de quem voa de verdade.

Regulamentação 2026 · Fontes oficiais
Curso de Drones · Breno Madeira

Passar na prova é o mínimo.
Voar como profissional é o objetivo.

A teoria te coloca no ar dentro da lei. O meu curso te ensina a transformar cada voo em imagem que prende o olhar — do primeiro decolar até o post no feed.

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Antes de começar

Sobre a certificação ANAC

As siglas que mais aparecem no RBAC 100 e na ICA 100-40. Decorar esse vocabulário deixa boa parte da prova mais fácil.

UAAeronave Não Tripulada — o drone em si.
UASSistema de Aeronave Não Tripulada — drone + controle + enlace.
RPAAeronave Pilotada Remotamente — termo usado na fraseologia de rádio.
AGLAbove Ground Level — altura acima do nível do solo.
PMDPeso Máximo de Decolagem, com cargas e acessórios.
VLOSLinha de visada visual — você enxerga o drone a olho nu.
EVLOSVisada estendida — com apoio de um observador de UA.
BVLOSAlém da linha de visada — exige autorização especial.
SORAMetodologia de avaliação de risco da operação específica.
SARPASSistema do DECEA para solicitar acesso ao espaço aéreo.
SISANTSistema da ANAC onde a aeronave é cadastrada.
EACEspaço Aéreo Condicionado — áreas restritas, proibidas e perigosas.
FRZZona de Restrição de Voo — aeroportos, helipontos e áreas de segurança.
RTHReturn to Home — retorno automático ao ponto de decolagem.
C2Enlace de Comando e Controle entre o piloto e a UA.
RETASeguro de danos a terceiros, obrigatório no uso não recreativo.
20
questões objetivas
Online
portal da ANAC
Grátis
sem custo
Certificado
ao ser aprovado
O que mudou

Duas normas, dois papéis

Em 2026 a regulamentação de drones foi reescrita. Quem estuda pra prova precisa entender que duas normas trabalham juntas, mas tratam de coisas diferentes — e confundir os papéis é o erro nº 1 de quem está começando:

RBAC 100
ANAC · Resolução nº 805, de 15/06/2026. Cuida da aeronave e do piloto: categorias, responsabilidade e a prova teórica.
ICA 100-40
DECEA · Portaria nº 2.094/DNOR8, em vigor desde 1º/07/2026. Cuida do acesso ao espaço aéreo: onde, quando e como voar (SARPAS).
Regra de ouro

ANAC regula quem voa e o quê. DECEA autoriza onde e quando. A prova vive testando se você sabe separar os dois.

Parte 1 · ANAC

RBAC 100 — a aeronave e o piloto

O RBAC 100 substituiu o antigo RBAC-E nº 94 e trocou a classificação por peso pela classificação por risco da operação. É a base da maioria das questões.

01

A quem o RBAC 100 se aplica

Antes de tudo: nem todo drone está no RBAC 100. A própria norma tira duas situações do seu escopo.

Está dentro
UA de uso civil cadastradas na ANAC ou operando em território brasileiro.
Fora — recreativo
Aeromodelos de uso recreativo até 120 m AGL em VLOS ou EVLOS.
Fora — sub-250g
UA de até 250 g até 120 m AGL em VLOS/EVLOS (e balões livres). Têm resolução própria.
Foco na prova

Saber o que não está no RBAC 100 é tão importante quanto o que está. Recreativo e sub-250g (até 120 m, em visada) ficam fora — mas atenção: ainda respondem ao DECEA (Parte 2).

02

As três categorias de operação

O risco da operação define a categoria — não o peso do equipamento. O mesmo drone muda de categoria conforme onde e como você voa.

Aberta
Baixo risco. Cumpre todos os limites (módulo 03). É onde fica a maioria.
Específica
Quando qualquer limite da Aberta não é atendido. Exige cenário padrão ou autorização da ANAC.
Certificada
Transporte de artigos perigosos de alto risco, ou risco que só a certificação resolve. Exige Certificado de Tipo.
Foco na prova

Decore a lógica: basta furar um critério da Aberta pra cair na Específica. É a espinha dorsal do RBAC 100.

03

Categoria Aberta a fundo

Se você voa um Mini, Air ou Mavic pra foto e vídeo, quase certamente está aqui. São cinco condições — e a quinta muita gente nem sabe que existe.

Peso
Peso em voo até 25 kg.
Altura
Até 120 m (400 ft) AGL.
Visada
Em VLOS ou EVLOS.
Pessoas
Área distante de terceiros — nunca menos de 30 m de pessoas não envolvidas e não anuentes (salvo barreira física).
Avaliação de risco
Deve haver avaliação de risco operacional (atualizada nos últimos 12 meses). Dispensada se a operação ficar a mais de 150 m de pessoas não envolvidas ou houver barreira mecânica.
Foco na prova

As questões trazem cenários (“drone de X kg, a Y m, em tal área”). Treine bater cada um contra esses limites. Guarde os números 30 m (distância mínima de pessoas) e 120 m (altura).

04

Quem responde — operador e piloto

Esse é o coração da prova. A norma é cristalina sobre autoridade e responsabilidade.

Operador
Responsável pelo controle operacional. O piloto remoto é seu preposto.
Piloto em comando
Diretamente responsável pela condução segura, pelas consequências, e tem a autoridade final sobre a operação.
Exame teórico
Todo piloto remoto deve ter sido aprovado em exame de conhecimento teórico da ANAC. (É a base legal da prova.)
Menor de 18
Pode operar, mas acompanhado o tempo todo por piloto remoto maior de 18, responsável pela operação.
Foco na prova

“Autoridade final” é do piloto remoto em comando — não do dono do equipamento. Essa distinção cai com frequência.

05

Regras gerais de operação

Um conjunto de proibições e deveres que valem pra qualquer voo.

Transporte
Proibido transportar pessoas, animais ou artigos perigosos — salvo exceções previstas (ex.: agricultura, baterias dos próprios equipamentos).
Intervenção
Na operação normal, deve ser possível o piloto intervir em qualquer fase do voo.
Negligência
Vedado operar de maneira descuidada ou negligente, pondo em risco pessoas ou bens.
Um por vez
Um piloto remoto só pode operar uma UA por vez (salvo autorização da ANAC).
Foco na prova

Cuidado com a pegadinha da autonomia: operação automatizada (piloto pode assumir) é permitida; operação autônoma (sem possibilidade de intervir) não é.

06

Pré-voo, autonomia e seguro

O que a norma exige antes de decolar — e a parte do seguro que confunde todo mundo.

Pré-voo
O piloto deve tomar ciência de todas as informações necessárias ao planejamento do voo.
Autonomia
Só iniciar se houver autonomia suficiente — considerando vento e meteorologia — para voar e pousar com segurança.
Seguro
Toda operação deve ter seguro de danos a terceiros, salvo entidades do Estado e certas operações agrícolas.
Foco na prova

Avaliação e planejamento são sempre antes do voo — antecipar, não remediar. E conhecer as limitações do equipamento é o que evita voar além do que ele aguenta.

Parte 2 · DECEA

ICA 100-40 — o espaço aéreo

Estar regular na ANAC não basta: pra ocupar o céu, você precisa do DECEA. A ICA 100-40 define como acessar o espaço aéreo brasileiro — e vale, inclusive, pro sub-250g.

07

Acesso ao espaço aéreo & SARPAS

A regra-mãe do DECEA: nenhuma UA acessa o espaço aéreo brasileiro sem autorização do Estado. O canal oficial é o SARPAS.

SARPAS
Sistema onde se solicita o acesso ao espaço aéreo. Cadastro pelo login gov.br.
Sub-250g
A exigência de autorização vale inclusive para UA de até 250 g. Aqui ninguém fica de fora.
SISANT ↔ SARPAS
A UA cadastrada no SISANT (ANAC) é sincronizada com o SARPAS. Por isso, na prática, você precisa do cadastro pra solicitar voo.
UA autônoma
UA totalmente autônoma não é autorizada a acessar o espaço aéreo.
Foco na prova

O sub-250g sai do RBAC 100, mas não escapa do DECEA. Esse é o ponto que mais derruba candidato — e a razão prática de cadastrar até drone leve.

08

Linha de visada & observador

Manter o drone na linha de visada permite observar a aeronave e evitar colisões. As três siglas caem direto — e o papel do observador é uma pegadinha clássica.

VLOS
Contato visual direto com a UA, a olho nu (só lentes corretivas valem).
EVLOS
Visada estendida com apoio de observador de UA, seguindo as mesmas regras do VLOS.
BVLOS
Além da linha de visada. Não cabe na Aberta; exige segregação de espaço aéreo.
Observador
Obrigatório ao usar óculos FPV ou em VLOS estendida. Sem ele, vira BVLOS.
Foco na prova

Grave: óculos FPV sem observador = BVLOS. E o piloto em VLOS é sempre o responsável por se separar de obstáculos e outras aeronaves.

09

Estrutura do espaço aéreo

O espaço aéreo não é homogêneo: há zonas com regras e riscos distintos. Conhecer as siglas evita voar onde não pode.

EAC
Espaço Aéreo Condicionado — inclui áreas perigosas, proibidas e restritas (TRA, TSA).
FRZ
Zona de Restrição de Voo — em aeroportos, helipontos e áreas de segurança.
Áreas
Proibida (voo vedado), restrita (condições) e perigosa (risco; o piloto decide se aceita).
Segregação
Exigida para BVLOS, voos acima de 120 m e UA acima de 25 kg.
Área confinada
Voo dentro de local fechado não é espaço aéreo — não é responsabilidade do DECEA.
Foco na prova

Entenda por que o espaço aéreo não é igual em todo lugar: regiões diferentes têm tráfego e risco diferentes. É quase sempre a alternativa correta.

10

Limites por tipo de operação

Os números do DECEA. Atenção: o limite recreativo é diferente (e menor) que o da categoria aberta.

Aberta (DECEA)
≤ 25 kg · VLOS · até 120 m AGL · sem interseção com EAC ou FRZ.
Recreativa
Até 60 m (200 ft) AGL e distância horizontal máxima de 300 m.
Antecedência
Solicitação no SARPAS: 30 min (aberta), até 4 ou 8 dias conforme o risco.
Fraseologia
Use “RPA” antes do código de chamada quando exigida comunicação bilateral.
Foco na prova

Não troque os números: 120 m é o teto da Aberta; 60 m / 300 m são os limites do voo recreativo no espaço aéreo.

11

Segurança operacional & emergência

O planejamento do voo e o que fazer quando algo dá errado.

Planejamento
Avaliar restrições do espaço aéreo, coordenação, meteorologia, autonomia da bateria, plano alternativo e produtos AIS.
Meteorologia
Não operar sob chuva, vento, nevoeiro ou qualquer condição que ponha o voo em risco.
Terminação de voo
Ter um plano de terminação de voo e conhecer o RTH e os procedimentos do manual.
Fly-away
Em perda de controle (fly-away), notificar imediatamente o Tático SARPAS.
Foco na prova

Clima afeta vários fatores (bateria, estabilidade, visibilidade) — não só um. Em questão de clima ou emergência, a resposta certa é a mais cautelosa.

Drone não é brinquedo — é uma aeronave. E o que mais faz diferença lá em cima é uma coisa que prova nenhuma cobra direto: bom senso.
Breno Madeira · BM Outdoor Films
Como estudar

Plano de voo pro estudo

Não precisa decorar tudo. Precisa entender a lógica das duas normas. Siga esta sequência.

01

Separe ANAC de DECEA

Antes de tudo, fixe quem faz o quê: aeronave e piloto (RBAC 100) versus espaço aéreo (ICA 100-40). Metade das pegadinhas mora aí.

02

Grave os números

25 kg, 120 m, 30 m de pessoas, 60 m / 300 m no recreativo. Números exatos rendem acertos fáceis.

03

Pense em cenários

Muita questão é situação prática. Treine encaixar “drone X, altura Y, área Z” na categoria certa.

04

Leia a fonte oficial

Os textos do RBAC 100 e da ICA 100-40 são a origem de cada questão. Bater o olho neles vale mais que mil resumos.

Onde estudar

Links que valem a pena

Comece pelas fontes oficiais — todas gratuitas e base de tudo que cai.

Sobre simulado: como a prova de drone é recente, ainda não há um simulado consolidado só do RBAC 100. Apps como o Simulados ANAC ajudam a treinar o formato da banca, mas o melhor treino hoje é o próprio Portal de Capacitação. Fique de olho — um simulado dedicado a drone deve aparecer em breve.

Importante: este material é um resumo de estudo baseado no texto oficial do RBAC 100 (Resolução nº 805, de 15/06/2026) e da ICA 100-40 (Portaria DECEA nº 2.094/DNOR8, vigente desde 1º/07/2026). Não substitui a leitura das normas. Em caso de dúvida, vale sempre o texto oficial da ANAC e do DECEA.
Próximo passo

Voe do jeito certo

Estudar pra prova é o começo. Saber tirar o melhor do seu drone — com movimentos cinematográficos e, acima de tudo, segurança — é o que separa o piloto do profissional.

BM Outdoor Films
@brenomadeira · bmoutdoorfilms.com.br